terça-feira, 1 de maio de 2018

Escritores lançam obra de autoria coletiva “Não temos Wi-Fi” em João Pessoa


Os poetas Lau Siqueira, Cyelle Carmem, Letícia Palmeira e Linaldo Guedes. Os quatro são autores de “Não temos Wi-Fi”, livro que reúne textos que eles publicaram em suas redes sociais e que terá lançamento nacional no próximo dia 2 de maio, na Usina Cultural Energisa, em João Pessoa, às 19 horas. A obra tem selo da Editora Penalux. O livro já está em pré-venda no site da editora: www.editorapenalux.com.br
Distribuído em capítulos, o livro apresenta Cyelle Carmem e seu “Avesso da Medida”, falando sobre as contradições da vida, preconceitos e quebras de tabu pelas quais alguns lutam e outros contestam, e ainda sobre suas experiências como viajante. Lau Siqueira apresenta “Um Sol Vermelho no Fundo Turvo do Espelho”, retratando a sociedade, o homem de hoje e do passado, música, cinema e toda arte, em prosa boa de poeta que não perde o viés da palavra.
            Letícia Palmeira apresenta “Lupas de Elefante”, um capítulo feito de diversas anotações e histórias de quem não perde o hábito de observar o mundo e o comportamento humano em qualquer que seja a circunstância. Linaldo Guedes traz suas “Conversas de Rodapé”, com textos sobre literatura, sobre o ato de escrever e ser lido, mas também sobre música, política, relacionamentos, amores e a sociedade de um modo geral.
            Segundo os autores, “Não temos Wi-Fi” é um registro escrito por quatro indivíduos que, além de estarem sempre presentes em redes sociais, não se cansam de tomar nota de suas experiências em seus universos particulares. Em resumo: são textos curtos, poéticos, líricos, diretos sobre os mais diversos assuntos: literários, culturais, políticos, sociais e do cotidiano.
            Contistas, romancistas, escritores, poetas refletem e observam a realidade, traduzindo sua percepção crítica na construção solida de reflexões e denúncias sobre uma realidade ácida, líquida, conturbada e corrupta.
          Os autores envolvidos na produção da obra estão conectados pela sintonia de seus intelectos individuais, comunhão percebida no desenvolver das temáticas trazidas, que embora produzidas de maneira particular de cada um, amarram-se em assuntos políticos, sociais, críticos e culturais.
            No contexto atual, as relações líquidas são como reflexos do mundo repartido, as brigas partidárias, as ideologias inseridas do discurso de cada cidadão, são como microcosmos interseccionados pelo macrocosmo da corrupção atual, neste sentido, os escritores da obra em uníssono mostram-se conscientizados acerca da dimensão negativa trazida pela fragmentação dos laços.
            Neste contexto violento e inóspito as relações de amizade esvaem-se, “ter poucos amigos”, como dito por Letícia Palmeira, é condição real da existência moderna. O olhar para o próprio ego fragiliza a potente voz da sociedade, que unida poderia produzir verdadeiras mudanças no contexto atual.
            Se ser minoria é difícil, como afirmado por Cyelle Carmem, é também fundamental um reparo na conexão do Wi-Fi da amizade e do amor, porque no aderido “se virar por si próprio” está ocorrendo o mais lamentável desperdício do alcance da conexão dos “laços afetivos”.
SOBRE OS AUTORES
            Cyelle Carmem é Mestre em Letras pela UFPB. Autora dos livros de poesia Luzes de Labirinto (2010), Editora CBJE e (Uni)verso (2012), Editora Ideia. Seu terceiro é o romance O Tempo da Delicadeza (ou mais um janeiro), publicado pela editora Penalux. Cyelle também publicou um conto na coletânea Ventre Urbano (Editora Penalux – 2016).
            Lau Siqueira nasceu em Jaguarão, Rio Grande do Sul, no dia 21 de março de 1957. Publicou os seguintes livros: O Comício das Veias, 1993, Editora Ideia, PB, em parceria com Joana Belarmino; O Guardador de Sorrisos, 1998, Editora Trema, PB; Sem Meias Palavras, 2002, Editora Ideia-PB; Texto Sentido, 2007, Editora Bagaço-PE; Poesia Sem Pele, 2011, Editora Casa Verde, RS; Livro Arbítrio, 2015, Editora Casa Verde, RS. Também pela Editora Casa Verde, A memória é uma espécie de cravo ferrando a estranheza das coisas. Publica poemas em blogs, sites, portais literários, revistas e jornais literários. Participou de algumas antologias, tais como: Na Virada do Século – Poesia de Invenção no Brasil, Editora Landi, organização de Frederico Barbosa e Cláudio Daniel. Poemas que escolhi para crianças, Editora Salamandra, organização de Ruth Rocha; Moradas de Orfeu, Editora Letras Contemporâneas, organização Marco Vasques; Bicho de Siete Cabezas, Editora De Todos Los Mares (Argentina), organização e tradução de Martin Palacio Gamboa; Coletânea de Poesia Gaúcha Contemporânea, Edição ALRGS, organização Dilan Camargo; A Arqueologia da Palavra e a Anatomia da Língua, publicada em Moçambique e reunindo poetas de Língua Portuguesa, organização Amosse Mucavale. Participou do projeto Estante Instante, da Castelinho Edições, organizado pela poeta Sandra Santos. Entre outras publicações.
Letícia Palmeira é autora de diversos livros nos gêneros romance, contos e crônicas. Publicou Artesã de Ilusórios (EDUFPB, 2009), Sinfônica Adulterada (Multifoco, 2011) e Diário Bordô e Outras Pequenas Vastidões (Multifoco, 2013). Seu primeiro romance, Sol e Névoa, veio a público em 2015. Entre seus trabalhos mais recentes estão A Obscena Necessidade do Verbo (Penalux, 2016), O Porta-Retrato (Penalux, 2017) e parte da organização da coletânea Ventre Urbano (Penalux, 2016), que trouxe à tona a prosa de algumas autoras paraibanas. Letícia Palmeira é graduada em Letras pela Universidade Federal da Paraíba e, mesmo tendo nascido em São Paulo, é na cidade de João Pessoa que ela reside e trabalha sua ficção. A autora também escreve o blogue Afeto Literário.
Linaldo Guedes é poeta e jornalista. Nasceu em Cajazeiras, alto sertão da Paraíba, em 1968. Como jornalista atuou em praticamente todos os órgãos de imprensa da Paraíba. Atualmente é repórter de Cultura do jornal A União. Como poeta, publicou os livros Os zumbis também escutam blues e outros poemas (1998), Intervalo Lírico (2005), Metáforas para um duelo no sertão (2012) e Tara e outros otimismos (2016). Lançou, ainda, Receitas de como se tornar um bom escritor (2015) e participou de antologias e livros de outros autores. Lançou este ano “O Nirvana do Eu: Os diálogos entre a poesia de Augusto dos Anjos e a doutrina budista”. É graduado em Letras e tem mestrado em Ciências da Religião.
Fontes:  Site da Editora Penalux, Site Os Guedes.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

SATED - PE, convoca.



     O SATED - PE. Sindicato dos Artistas e Técnicos de Espetáculos de Pernambuco, convoca os artistas e população em geral para reunião extraordinária sobre o tema: profissão doa artista  e técnico, no próximo dia 02 de maio no Teatro Santa Isabel, a partir das 18:30 horas, com a campanha #Artista Profissional Sim.

Jurista alemão Detlef Liebs recebe título de doutor honoris causa em Brasília




Jurista alemão Detlef Liebs, professor da Universidade Albert-Ludwigs de Freiburgo, Alemanha, recebe título de doutor honoris causa concedido pelo IDP-Instituto Brasiliense de Direito Público. Segundo Gilmar Mendes, Ministro do STF – Supremo Tribunal Federal, “seu trabalho é de grande valia ao estudo do Direito Romano no mundo”.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

O ESTALO DE VIEIRA, QUANDO VAI SER O SEU?






Possivelmente seja uma lenda, uma força de expressão, que pelo telefone sem fio, foi de boca em boca até se cristalizar no inconsciente coletivo. Porém, dizem que antes de ser o tremendo orador e autor dos conhecidíssimos “Sermões”, o Padre Antônio Vieira que nasceu em Lisboa, em 1608, e morreu na Bahia, em 1697. Com sete anos de idade, veio para o Brasil e entrou para a Companhia de Jesus. Quando jovem, este tinha um intelecto sofrível, era totalmente tapado. Sua cabeça só servia pra separar as orelhas uma da outra e segurar o boné. Porém, afirmam alguns de seus biógrafos que maior mesmo do que a sua burrice era a sua enorme fé pela Virgem Maria, mãe de Jesus, a quem sempre fazia orações, pedindo de maneira fervorosa que lhe concedesse o saber necessário das coisas que não possuía até então.
Foi então, que um dia, rezando fortemente para a mesma e no afã de aprender a aprender, o jesuíta sentiu uma espécie de estalo, tão forte, que teria experimentado um aperreio, uma agonia, como quem estivesse quase para morrer ou parir. Tornando-se um dos maiores autores da língua portuguesa.
Esta expressão — "estalo de Vieira" — foi de uso popular durante vários séculos, sobretudo no nordeste brasileiro, para designar uma repentina e miraculosa compreensão de algo que, até aquele momento, fora desconhecido ou impossível para alguém. E, sendo ou não uma estória real, com certeza, em relação a determinadas coisas, situações ou pessoas, todos nós já experimentamos, em algum momento, a sensação de ter um “estalo” desses de Vieira.
No meu caso, nunca fui tão besta. Como se diz por aqui no Nordeste. Sempre sacava muitas coisas, antes da maioria. Tá certo. Mas escrevia errado, não era bom em exatas. Porém, meu estalo de Vieira, veio mesmo após um fora bem dado de uma garota que me rejeitou. Tinha ficado com ela uma noite, apenas uns beijinhos e uns amassos na verdade, mas fui dormir apaixonado desesperadamente pela mesma. Fui procurá-la em outros dias. Até quando nos encontramos, que decepção, senti uma rejeição inexplicável por parte dela. Um afastamento notório de quem não está mesmo afim. Daí, fiquei com aquela angústia. Aquela vontade de botar pra fora o que não sabia o quê. E em um caderno velho, fui rabiscando e escrevendo. Fiz um poema. Depois outro e mais outro. Uns versos melosos. Uns poemas ridículos, umas palavras de dor de cotovelo. Fui tomando gosto pela coisa, pela leitura constante, não tem como dissociar a escrita da leitura, até adorar e fazer da arte de ler e de escrever uma extensão de mim. De minha língua em conjunto com meu cérebro. Uma possibilidade de organizar as palavras caóticas e certeiras do meu pensamento. Uma força que me orgulha até hoje. Ou ainda, uma arma para quando houver demanda da defesa ou o do ataque. Além de me ajudar na vida acadêmica e nas seleções e concursos. Pois no pacote veio junto a ampliada interpretação de textos e conjunturas, a compreensão de cálculos e a memória fotográfica para fórmulas.
Cada um que tenha o estalo de Vieira que mereça. Pois, ser burro pode ser menos doloroso, o cara não compreende a maquinaria sistemática do mundo cão ao seu redor querendo lhe lascar, vive feliz, no entanto, é sem graça, sem futuro e tedioso demais. Quando vai ser o seu estalo?

Música de Protesto

Pesadelo
(Maurício Tapajós / Paulo César Pinheiro)

Quando o muro separa uma ponte une
Se a vingança encara o remorso pune
Você vem me agarra, alguém vem me solta
Você vai na marra, ela um dia volta
E se a força é tua ela um dia é nossa
Olha o muro, olha a ponte, olhe o dia de ontem chegando
Que medo você tem de nós, olha aí

Você corta um verso, eu escrevo outro
Você me prende vivo, eu escapo morto
De repente olha eu de novo
Perturbando a paz, exigindo troco
Vamos por aí eu e meu cachorro
Olha um verso, olha o outro
Olha o velho, olha o moço chegando
Que medo você tem de nós, olha aí

O muro caiu, olha a ponte
Da liberdade guardiã
O braço do Cristo, horizonte
Abraça o dia de amanhã, olha aí




sábado, 7 de abril de 2018

Poesia é luta

Faz escuro mas eu canto,
porque a manhã vai chegar.
Vem ver comigo, companheiro,
a cor do mundo mudar.
Vale a pena não dormir para esperar
a cor do mundo mudar.
Já é madrugada,
vem o sol, quero alegria,
que é para esquecer o que eu sofria.
Quem sofre fica acordado
defendendo o coração.
Vamos juntos, multidão,
trabalhar pela alegria,
amanhã é um novo dia.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Poeta guarabirense Ismael Freire da Silva é indicado pela AACG e deverá receber o Registro de Mestre das Artes Canhoto da Paraíba do Governo do Estado.



      


Por meio de uma propositura apresentada pela AACG – Associação de Arte e Cultura de Guarabira, o poeta guarabirense Ismael Freire da Silva, nascido em Bananeiras-PB em 1924, porém, residente em Guarabira desde 1940, foi indicado para receber o Registro de Mestre das Artes Canhoto da Paraíba de acordo com o Edital e Aviso de 28 de março de 2018, em anexo, este receberá mensalmente dois salários mínimos mensalmente. Além deste, mais cinco paraibanos foram premiados.
De acordo com a Lei 7.694 de dezembro de 2004, o Edital REMA – Registro de Mestre das Artes ou título “Mestre das Artes – Canhoto da Paraíba é organizado e supervisionado pelo Conselho Estadual de Cultura – CONSECULT/PB e Governo do Estado da Paraíba regidos por Lei e por deliberações do Consecult-PB e tem por objetivo, reconhecer, proteger e valorizar os conhecimentos, fazeres e expressões das culturas tradicionais da Paraíba.
As pessoas que recebem tal título são pessoas que fazem a cultura popular da Paraíba tais como dança, brincadeiras, música, folguedos, artes visuais e outras atividades que por tradição oral receberam e repassam para as novas gerações. Há muitos mestras e mestres que nem se auto reconhecem responsáveis por um conhecimento e por isso precisam ser protegidos e favorecidos.
A pessoa receberá o reconhecimento de sua arte através apreciação da sua vida e relação com a cultura paraibana. Diante desse reconhecimento, se concede um valor correspondente a (02) dois salários mínimos mensais como forma de amparar esses mestres e mestras nas suas atividades e nas suas vidas. O Governo do Estado da Paraíba passa após essa titulação a acompanhar esses mestres e podendo incluí-los em projetos e programações culturais por convite.
Os recursos são de usufruto dos mestres e das mestras, alguns preferindo utilizar para comprar roupas, instrumentos, materiais de suas artes e para o conforto, mobilidade e outras ações que promovam bem estar pessoal, cultural e para a saúde. As contrapartidas são a de transferir seus conhecimentos e técnicas aos alunos e aprendizes, através de programas de ensino e aprendizagem organizados pela Secretaria da Educação e Cultura, cujas despesas serão custeadas pelo Estado, isso, quando a saúde e mobilidade permitirem. Em caso de falecimento os pagamentos não são repassados para parentes e responsáveis.
Podem indicar para tal prêmio, a Assembleia Legislativa-PB; Conselho de Proteção dos Bens Históricos Culturais – CONPEC e; entidades sem fins lucrativos, sediadas no Estado da Paraíba. Em alguns casos a SECULT pode encaminhar a documentação à Comissão de seleção ao título, já que nem sempre há uma entidade no município ou ciente para encaminhar candidaturas.
Em Guarabira o mesmo foi indicado pela AACG que já lhe prestou outras homenagens anteriormente. Este prêmio deve vir em boa hora. Visto que o mesmo, com mais de noventa anos, ainda caminha pela feira distribuindo seus versos digitados em uma folha de papel, em cordel ou em livro recentemente publicado. Além de recitá-los com sua voz baixa e suave e uma memória incrível.
Tal poeta conta, que em sua rica trajetória já trabalhou com outros poetas como Chico Pedrosa, além de ter observado, ao vivo, o lendário poeta e cantador Zé Limeira.  Seu primeiro folheto escrito foi em 1952 com o título ‘A Profecia do Velho Mensageiro’. Em 2016, o poeta teve seu livro ‘Versos Diversos: Sonetos e Poemas’ publicado pela Secretaria Municipal de Cultura de Guarabira.
Para ser merecedor deste título o cidadão deve ser paraibano(a) ou brasileiro(a) residente no Estado da Paraíba há mais de 20 (vinte) anos; Ter 20 anos de participação em atividades culturais e; estar capacitado(a) a transmitir seus conhecimentos ou suas técnicas a alunos ou a aprendizes. Neste último caso, se as condições de saúde não permitirem a transmissão será reconhecida pela história desses mestres na seleção, segundo previsto em Lei.
O povo de Guarabira está em festa e orgulhosa, e, agradece desde já ao Governo do Estado por tal iniciativa que precisa ser copiada pelas demais instituições que trabalham com o segmento.








Fonte. Da redação, adaptado.

🚨 Alerta de Saúde em Recife: Confirmado Caso Positivo de Raiva em Morcego no Bairro de Casa Forte

Por Blog do Magal Melo   Publicado em 07 de Agosto de 2026 | Categoria: Saúde Pública / Recife   A Secretaria Executiva de Vigilânci...