quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Internacionalização do Leite de jumenta, um potencial enorme se vislumbra.

 











Uma nova cadeia produtiva pode estar surgindo no Brasil: a do leite de jumenta. Em uma missão à China, os professores Gustavo Ferrer (UFRPE) e Jorge Lucena (UFAPE/PPGZ-UFRPE) exploraram o avançado mercado de asininos do país asiático e confirmaram o enorme potencial comercial para o Brasil. A visita, que incluiu palestras e idas a fazendas modelo, revelou que a união do sistema de criação extensivo da caatinga, de menor custo, com as tecnologias chinesas de ordenha pode ser a chave para o sucesso.


A experiência, segundo o professor do Departamento de Medicina Veterinária (DMV), trouxe a “certeza do enorme potencial comercial que o leite asinino pode representar para o nosso país”. O pesquisador observou biotecnologias reprodutivas avançadas e sistemas de ordenha com produção de até 500 litros/dia. Agora, os próximos passos envolvem a aplicação dessas tecnologias no Brasil e a publicação de estudos sobre a pasteurização do leite, pavimentando o caminho para uma nova e sustentável fronteira no agronegócio nacional.

A convite do Professor Dr. Shenming Zeng, foram ministradas palestras na prestigiosa Universidade de Agricultura da China (CAU), uma das mais antigas do mundo, compartilhando pesquisas sobre reprodução equídea e o manejo produtivo de leite em jumentas. A colaboração será aprofundada em breve, com a vinda do professor chinês a Pernambuco, consolidando a promissora cooperação científica internacional da UFRPE.    Fonte: IPE-UFRPE

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

POESIA: Poema : "Aos críticos" de Rogaciano leite

 

POESIA: Poema : "Aos críticos" de Rogaciano leite

Poema : "Aos críticos" de Rogaciano leite 

Senhores críticos, basta/Deixai-me passar sem pejo/Que um trovador sertanejo/Vem seu pinho dedilhar/Eu sou da terra onde as almas/São todas de cantadores/Sou do Pajeú das Flores/Tenho razão de cantar/

Não sou um Manuel Bandeira/Drumond, nem Jorge de Lima/Não espereis obra prima/Deste matuto plebeu/Eles cantam suas praias/Palácios de porcelana/Eu canto a roça, a choupana/Canto o sertão, que ele é meu.

Vocês que estão no Palácio/Venham ouvir meu pobre pinho/Não tem o cheiro do vinho/Das uvas frescas do Lácio/Mas tem a cor de Inácio/Da serra da catingueira/Um cantador de primeira/Que nunca foi numa escola.

Pois meu verso é feito a foice/Do cassaco corta a cana/Sendo de cima pra baixo/Tanto corta como espana/Sendo de baixo pra cima/Voa do cabo e se dana.

O meu verso vem da lenha/Da lasca do marmeleiro/Que vem do centro da mata/Trazida pelo leenheiro/E quando chega na praça/É trocada por dinheiro.

O meu verso tem o cheiro/Da carne assada na brasa/Quando a carne é muito gorda/ Esquentando, a graxa vaza/É a graxa apagando o fogo/E o cheiro invadindo a casa.

Aqui é a minha oficina/Onde conserto e remendo/Quando o ferro é grande eu corto/ Quando é pequeno, eu emendo/Quando falta ferro, eu compro/Quando sobra ferro eu vendo.

Meu verso é feito a cigarra/Num velho tronco a sonhar/Que canta uma tarde inteira/ E só para quando estourar/Que eu troco tudo na vida/Pelo prazer de cantar.

Quem foi que disse/Professor de que matéria/Que o sertão só tem miséria/Que só é fome e penar/Que é a paisagem/Da caveira duma vaca/Enfiada numa estaca/ Fazendo a fome chorar.

Não pode nunca imaginar/O som que brota/Da cantiga de uma grota/Quando chuva cai por lá/O cheiro verde/Da folha do marmeleiro/E o amanhecer catingueiro/No bico no sabiá.

Tem mulungu do vermelho/Mas vivo e puro/E tem o verde mais seguro/ Que tinge os pés de juá/A barriguda mostrando/O branco singelo/E a força do amarelo/Na casca do umbu-cajá.

Criou-se o estigma/Do matuto pé de serra/Que tudo que fala erra/Porque não pôde estudar/Só fala versos matutos, obsoletos/Feitos por analfabetos/Que mal sabem se expressar.

Falam no sul com deboche/Que isso é cultura/De só comer rapadura/Como se fosse manjar/Saibam que aqui/tem abelha de capoeira/E o mel da flor catingueira/É mais doce que o mel de lá.

Temos poesia que exalta/O que é sentimento/E a força do pensamento/De quem sabe improvisar/Tem verso livre/Tem verso parnasiano/ E mesmo longe do oceano/Tem galope à beira-mar.

Zefa Tereza me ensinou/Que prum caboclo/Entrar na roda de côco/ Tem que saber rebolar/Soltar um verso naroda/Que se balança/ E no movimento da dança/Fazer o côco rodar!

Esse poema "Aos Críticos", escrito quando o poeta estava no Rio de Janeiro e publicado no livro "Carne e Alma". Há uma controvérsia em relação a sua terra natal. Particularmente não compartilho desta discussão. Se ele é pernambucano de Itapetim ou de São José do Egito, tanto faz. Mas a verdade é que ele nasceu em junho de 1920 no Sítio Cacimba Nova, nas Umburanas, hoje pertencente a Itapetim, mas quando ele nasceu pertencia a São José do Egito, então pela obviedade em seu registro ele é Egipciense. Morreu no dia 7 de outubro de 1969 no Rio, seu corpo foi levado ao Ceará, onde foi enterrado em Fortaleza cidade em que viveu. 
Texto:  O Nordeste.com

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Poema

O frevo arrastando a massa

Pinta tua cara e entra na folia 

Que essa alegria explode logo passa

Pois a quarta feira chega de bobeira 


E apaga e a zoeira deste folião

E a vassourinha varre o que ainda resta

Quando o recife que tava em festa 

Dorme agora de exaustão


Mas pra quem ama o carnaval 

Essa festa sem igual 

Do meu Brasil tigreiro 

Sabe bem que é visceral


Que Recife é capital

Do carnaval em fevereiro 

Sou brincante o ano inteiro 

Danço frevo, caboclinho e cavslo


Maracatu do Baque solto e virado

Vivo assim essa cultura que eu amo 

E se pra alguns o carnaval é profano

Para gente ele é sagrado 


Pastty

LÁ VEM O CARNAVAL

 






Lá vem o frevo animando o povo

Pega tua máscara, vem timbora

Chegou a hora de ser feliz de novo

Queimar a chama até a última hora

 

A quarta feira ingrata se aproxima

E finda com a festa deste brincante

Num instante chega, rapidinho termina

A energia desse povo gigante

 

Lá vem mesmo o Carnaval

A festa colorida e democrata

A força viva do Brasil real

De cantorias, cocos e batucadas

 

Maracatus atômicos, mil toneladas

Explodem nossa alma em sensação

Caboclinhos flechando as madrugadas

Pulsando na batida do meu coração

 

Quem ama a folia vive o mundo

E se entrega por inteiro, sem medo algum

O meu Pernambuco é o melhor de tudo

Vem se jogar no zum zum zum. 

terça-feira, 21 de outubro de 2025

🐄 ADAGRO determina vacinação obrigatória contra raiva em propriedades próximas a foco da doença




  



A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (ADAGRO) publicou nesta segunda-feira (20) a Portaria nº 068/2025, que torna obrigatória a vacinação contra a raiva em herbívoros localizados num raio de até 12 quilômetros do foco identificado da doença.

De acordo com o texto, devem ser vacinados todos bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e equídeos (cavalos, jumentos, muares e asininos) com idade igual ou superior a três meses. A medida é preventiva e busca impedir a propagação do vírus em regiões onde há risco de transmissão e onde ocorreu a doença.

A raiva é uma doença viral e fatal, que afeta mamíferos e pode ser transmitida aos seres humanos, geralmente por mordidas de animais infectados. O controle da enfermidade depende da vacinação periódica dos rebanhos e da eliminação de focos da doença de herbívoros infectados e que geralmente contraem através da mordedura dos morcegos hematófagos.

A portaria foi assinada pelo diretor-presidente do órgão, Moshe Dayan Fernandes, e entrou em vigor na data de sua publicação.

A ADAGRO reforça a importância da participação dos produtores rurais e orienta que os responsáveis por propriedades dentro da área delimitada procurem os fiscais agropecuários locais para receber orientações e comprovar a vacinação de seus animais. Bem como, procurar ou notificar o serviço oficial caso os animais apresentem sintomas da doença tais como: incoordenação motora, paralisia ou agressividade, tremores musculares, dificuldade para engolir isolamento, salivação, inquietação, sensibilidade a estímulos, dificuldade de locomoção "pedalagem" e morte. 

quinta-feira, 10 de julho de 2025

ADAGRO participa de reunião estratégica sobre o PPA-SUASA e reforça integração federativa no planejamento agropecuário

 



A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (ADAGRO) participou, no dia 10 de julho, de uma importante reunião virtual sobre o Plano Plurianual do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (PPA-SUASA), destacando-se como um dos estados que vêm contribuindo ativamente para a construção de uma política pública mais integrada, transparente e orientada a resultados no setor agropecuário.

O PPA-SUASA é um instrumento estratégico de planejamento, elaborado a cada cinco anos e atualizado anualmente. Seu objetivo é alinhar os planejamentos estaduais e federal dentro de uma lógica de encadeamento e acompanhamento mútuo entre os entes federativos. Com foco em metas e resultados, o plano busca fortalecer a defesa agropecuária brasileira por meio de objetivos claros e indicadores — os chamados KRs (Key Results), ou Resultados-Chave — que permitem mensurar os avanços e impactos das ações desenvolvidas.

Pernambuco integra o grupo de estados que aderiram à segunda fase do projeto piloto, iniciado em 2022. Desde então, a ADAGRO tem colaborado na definição de metas, objetivos táticos e ações específicas alinhadas às realidades locais. O plano contempla áreas prioritárias como defesa animal e vegetal, com ênfase na capacidade técnico-operacional, gestão baseada em risco, transparência e aprimoramento contínuo da assistência.

Com o PPA-SUASA, é possível enxergar o que cada unidade da federação está realizando e estabelecer uma lógica nacional de cooperação, respeitando as particularidades de cada estado.

A agência reafirma, assim, seu compromisso com a excelência na gestão pública e com o fortalecimento do sistema de sanidade agropecuária no Brasil. Entre os benefícios esperados estão o fortalecimento do sistema, a melhoria da assistência técnica, o alinhamento estratégico entre os níveis estadual e federal, e uma maior aderência às realidades locais.

A participação ativa das 27 unidades federativas na construção coletiva do plano reforça o caráter colaborativo e a visão de futuro que orientam o PPA-SUASA.

Sob nova presidência, a ADAGRO vem fortalecendo sua atuação estratégica. O órgão está agora sob a liderança do Médico Veterinário Moshe Dayan que assumiu recentemente com o compromisso de intensificar a integração institucional e ampliar a efetividade das ações de defesa agropecuária em todo o estado.


 

Internacionalização do Leite de jumenta, um potencial enorme se vislumbra.

  Uma nova cadeia produtiva pode estar surgindo no Brasil: a do leite de jumenta. Em uma missão à China, os professores Gustavo Ferrer (UFRP...